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Terroir

Caros, volto para falar um pouco mais de vinhos e suas maravilhas, e o tema da semana é Terroir!

Terroir (palavra  francesa, que significa terreno, solo) são as características especiais que a geografia, a geologia e o clima de um determinado lugar, interagindo com a genética da planta e em sintonia com o ser humano (enólogo), formam a perfeita cadeia na produção de vinhos.

Ou seja, terroir é a soma dos efeitos das condições ambientais sobre a produção do produto. No caso, todo o ambiente no qual a vinha se desenvolve, e os efeitos dele no vinho.

O conceito de terroir é a base do sistema francês de Denominação de Origem Controlada (Appellation d’Origine Contrôlée, AOC), que tem sido modelo para denominações e legislações em todo o mundo.

A enologia moderna tem provado que é possível produzir vinho de qualidade a partir de uvas cultivadas praticamente em qualquer lugar. A significativa melhora na qualidade de vinho de todo o mundo é resultado de uma melhor viticultura e de melhores técnicas de vinificação. O processo de vinificação tem um forte impacto na definição da qualidade do vinho que bebemos.

Em degustações, especialmente naquelas que comparam os vinhos, inevitavelmente surge a questão do terroir, apesar de muitos afirmarem ser essa, sobretudo, uma questão de marketing das regiões vinícolas.

As regiões vinícolas dividem-se, primariamente, em dois grandes tipos climáticos: climas marítimos e climas continentais. Nos climas continentais encontramos as maiores variações de temperatura entre dia e noite, e o maior número de horas diárias de luz solar. Já nos climas marítimos encontramos maior umidade relativa do ar e maior número de dias chuvosos.

Outro fator de grande relevância para o terroir é o solo, já que as vinhas são nutridas por seu conteúdo. Um solo muito rico em conteúdo orgânico e mineral beneficia o crescimento das folhas, o que acaba gerando frutos pobres. Assim sendo, são melhores os solos menos férteis.

A presença do calcário, por exemplo, na composição química do solo, o faz alcalino e rico em cálcio, favorecendo o cultivo da Chardonnay (Chablis, por exemplo). Já o granito deixa o solo ácido e cristalino, o que é bom para as vinhas de Syrah. A ardósia, por sua vez, retém o calor e pode dar um caráter mineral ao vinho.

Ainda mais importante que a composição química, é a estrutura do solo, que deve permitir uma boa drenagem. Terrenos muito planos, por exemplo, dificultam a boa drenagem do solo. Umidade em excesso pode causar problemas de fungos nas folhas e nas uvas.

Na sua essência, terroir é a suposição, ou a afirmação, de que a terra onde as uvas são cultivadas confere ao vinho uma qualidade única. A quantidade e o alcance desta influência têm sido um tema controverso na indústria do vinho.

Falando em harmonizações, uma regra bastante usada são pratos regionais, harmonizados com vinho da própria região. Um bom exemplo são os churrascos, que harmonizam bem com os vinhos da sua região, como os Tannat uruguaios e os Malbec argentinos.

 

Um cordial abraço, volto em breve para falar mais sobre vinho e harmonizações.

 

Food Lover Gustavo Rodrigues Ferreira

 

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